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LEITURA |
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OBJETIVOS |
I. RESENHA HISTÓRICA
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Figura 1Distribuição das moléculas de MCH classe I e II nas células humanas
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II. EStruturA DE MOLÉCULAS DE MHC CLASSE I As moléculas de MHC classe I são compostas de duas cadeias polipeptídicas: Uma longa cadeia α e uma curta cadeia β chamada β2-microglobulina (figura 2). A cadeia α tem quatro regiões: Primeiro, uma região citoplasmática, contendo sítios de fosforilação e de ligação a elementos do citoesqueleto. Segundo, uma região transmembrana contendo aminoácidos hidrofóbicos pelos quais a molécula é ancorada na membrana celular. Terceiro, um domínio altamente conservado tipo imunoglobulina α3 ao qual se liga CD8. Quarto, uma região de ligação a peptídio altamente polimórfica formada a partir dos domínios α1 e α2. A β2- microglobulina se associa com a cadeia α e auxilia a manter a conformação apropriada da molécula. . Uma análise de qual parte das moléculas de MHC classe I é mais variável demonstra que a variabilidade é mais pronunciada nos domínios α1e α2, que compreende a região de ligação ao peptídio (Figura 3). A estrutura da fenda de ligação, revelada pela cristalografia de raios X, mostra que é composta de duas α helices formando uma parede de cada lado e oito lâminas de folha-beta formando um assoalho. O peptídio é ligado no interior da fenda e os resíduos que a cobrem fazem contato com o peptídio (Figura 4). Esses são os resíduos que são mais polimórficos. A fenda irá acomodar peptídios com comprimento de aproximadamente 8-10 aminoácidos. Se um peptídio em particular vai ligar ou não à fenda vai depender dos aminoácidos que cobrem a fenda. Devido ao fato de moléculas de classe I serem polimórficas, moléculas de classe I diferentes se ligarão a peptídios diferentes. Cada molécula de classe I irá se ligar somente a certos peptídios e haverá um conjunto de requisitos que o peptídio deve cumprir para se ligar à fenda. Por exemplo, Figura 5 mostra que uma molécula de classe I irá se ligar a peptídios que tenham uma leucina (L) como aminoácido no terminal carboxílico e tirosina (Y) ou fenilalanina (F) como 4º aminoácido a partir do terminal carboxílico. Se essas duas condições são cumpridas um peptídio irá se ligar, independentemente de quaisquer que sejam os outros aminoácidos. Similarmente uma molécula de classe I diferente irá se ligar a qualquer peptídio que tenha uma tirosina (Y) como segundo aminoácido a partir do terminal amínico e uma valina (V), isoleucina (I) ou leucina (L) no terminal carboxílico (Figura 5). Assim, para cada molécula de classe I há certos aminoácidos que precisam estar em locais determinados no peptídio para se ligar à molécula de MHC. Essas regiões no peptídio são chamadas de “regiões de ancoragem”. No MHC há 6 genes que codificam moléculas de classe I: HLA-A, HLA –B, HLA-C, HLA-E, HLA-F e HLA-G. Entre estas HLA-A, HLA –B e HLA-C são as mais importantes e são as mais polimórficas. A tabela 1 mostra o grau de polimorfismo em cada um desses loci.
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Figura 3 A maior parte da variabilidade de aminoácidos em posições
diferentes ao longo da cadeia alfa de moléculas de MHC classe I ocorre
nas regiões alfa 1 e alfa 2. O maior polimorfismo é encontrado em
aminoácidos que limitam a parede e o assoalho da fenda que liga os
peptídios. |
Figura 4a. Fenda de ligação ao peptídio de moléculas de MHC classe I. b. Fenda ressaltando resíduos altamente variáveis. Os resíduos variáveis se aglomeram em volta do bolso de ligação do peptídio.
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CHIME |
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Figura 6 Moléculas de MHC classe II compreendem dois
peptídios não idênticos (alfa e beta) que são associados não
covalentemente e atravessam a membrana plasmática com o terminal N para
fora da célula. Os domínios mais próximos da membrana em cada cadeia
estão relacionados estruturalmente com imunoglobulinas. Com a exceção do
domínio alfa 1, todos os domínios são estabilizados por pontes de
sulfeto (vermelho). Ambas as cadeias alfa e beta são glicosiladas. A
cadeia beta é mais curta do que a cadeia alfa (MW de beta = 28,000) e
contém os sítios aloantigênicos. Há algum polimorfismo na cadeia alfa de
algumas moléculas de MHC II
Figura 7O maior polimorfismo de cadeia beta de moléculas de MHC classe II é encontrado entre os aminoácidos na região de beta 1 que cobre a parede e o assoalho da fenda que liga o peptídio. |
III. EStruTURA DE MOLÉCULAS DE mhc classe ii Moléculas de MHC classe II são compostas de duas cadeias polipeptídicas uma α e uma β de tamanho aproximadamene igual (Figura 6). Ambas as cadeias têm quatro regiões: primeiro, uma região citoplasmática contendo regiões de fosforilação e elementos de ligação ao citoesqueleto; segundo, uma região transmenbrana contendo aminoácidos hidrofóbicos pelos quais a molécula é ancorada na membrana celular, terceiro, um domínio α2 altamente conservado e um domínio β2 altamente conservado ao qual se liga CD4, e uma região de ligação a peptídio altamente polimórfica formada pelos domínios α1 e β1. Assim como no caso das moléculas de MHC Classe I, uma análise de qual parte das moléculas de MHC classe II é mais variável demonstra que a variabilidade é mais pronunciada nos domínios α1 e β1, que compreende a região de ligação ao peptídio (Figura 7). A estrutura da fenda de ligação ao peptídio, revelada por cristalografia de raios X, mostra que, como nas moléculas de MHC classe I, a fenda é composta de duas α helices formando uma parede de cada lado e oito oito lâminas de folha-beta formando um assoalho. Ambas as cadeias α1 e β1 contribuem para a estrutura da fenda de ligação ao peptídio. O peptídio se liga à fenda e os resíduos que cobrem a fenda fazem contato com o peptídio. Esses são os resíduos que são mais polimórficos. A fenda de moléculas de Classe II é aberta em um dos lados de forma que esta pode acomodar peptídios mais longos de aproximadamente 13-25 aminoácidos com alguns dos aminoácidos localizados do lado de fora da fenda. Se um peptídio particular irá ligar à fenda ou não vai depender dos aminoácidos que cobrem a fenda. Devido ao fato de que moléculas de classe I são polimórficas, diferentes moléculas de classe II irão ligar diferentes peptídios. Assim como no caso das moléculas de classe I, cada molécula de classe II irá ligar somente certos peptídios e haverá um conjunto de critérios que um peptídio deve cumprir para se ligar à fenda ( (i.e. “regiões de ancoragem”). No MHC há 5 loci que codificam moléculas de classe II, cada um deles contendo um gene para uma cadeia α e pelo menos um gene para uma cadeia β. Os loci são designados como HLA-DP, HLA –DQ, HLA-DR, HLA-DM, e HLA-DO. Dentre esses, HLA-DP, HLA –DQ, e HLA-DR são os mais importantes e os mais polimórficos. Tabela 2 mostra o grau de polimorfirmo de cada um desses loci. |
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IV. Important Aspects of MHC A. Although there is a high degree of polymorphism for a species, an individual has maximum of six different class I MHC products and only slightly more class II MHC products (considering only the major loci). B. Each MHC molecule has only one binding site. The different peptides a given MHC molecule can bind all bind to the same site, but only one at a time. C. Because each MHC molecule can bind many different peptides, binding is termed degenerate. D. MHC polymorphism is determined only in the germline. There are no recombinational mechanisms for generating diversity. E. MHC molecules are membrane-bound; recognition by T cells requires cell-cell contact. F. Alleles for MHC genes are co-dominant. Each MHC gene product is expressed on the cell surface of an individual nucleated cell. G. A peptide must associate with a given MHC of that individual, otherwise no immune response can occur. That is one level of control. H. Mature T cells must have a T cell receptor that recognizes the peptide associated with MHC. This is the second level of control. I. Cytokines (especially interferon-γ) increase level of expression of MHC. J. Peptides from the cytosol associate with class I MHC and are recognized by Tc cells. Peptides from within vesicles associate with class II MHC and are recognized by Th cells. K. Polymorphism in MHC is important for survival of the species.
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V. ESTRUTURA DO RECEPTOR DE CÉLULA t (TCR) O TCR é um heterodímero composto de uma cadeia α e uma β de aproximadamente igual tamanho (Figura 8). Cada cadeia tem uma cauda citoplasmática curta mas de tamanho suficiente para transduzir um sinal de ativação para a célula. Ambas as cadeias têm uma região transmembrana que compreende os aminoácidos hidrofóbicos pelos quais a molécula é ancorada na membrana celular. Ambas as cadeias têm uma região constante e uma região variável semelhante às cadeias de imunoglobulina. A região variável de ambas as cadeias contêm regiões hipervariáveis que determinam a especificidade para o antígeno. Cada célula T carrega um TCR de uma única especificidade (i.e. há exclusão alélica). A base genética para a geração da grande variedade de receptores de antígenos nas células B foi discutida anteriormente (veja aula sobre genética das Ig). A geração da grande variedade de TCRs é conseguida por mecanismos similares. Os genes da linhagem germinaativa para os genes β de TCR são compostos de segmentos gênicos V, D e J que se rearranjam durante o desenvolvimento da célula T para produzir muitas cadeias β de TCR diferentes (Figura 9). Os genes α da linhagem germinativa para cadeia α de TCR são compostos de segmentos V e J que se rearranjam para produzir as cadeias α. A especificidade do TCR é determinada pela combinação de cadeias α e β. Há uma pequena população de células T que expressam TCRs que têm cadeias γ e δ ao invés de cadeias α e β. Essas células gama/delta predominam no epitélio de mucosas e têm um repertório tendencioso para antígenos bacterianos e virais. Os genes para cadeias δ têm segmentos gênicos V, D e J enquanto que genes para cadeias γ têm apenas segmentos V e J mas o repertório é consideravelmente menor do que o das células alfa/beta. As células gama/delta reconhecem antígenos de maneira MHC-independente, ao contrário das células T alfa/beta.
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Estrutura cristalina de um complexo de um receptor de célula T humana,
peptídio antigênico de influenza Ha e uma Molécula de MHC Classe II. As
cadeias alfa e beta das moléculas de MHC II estão em azul escuro e
claro. O receptor de célula T está em amarelo e verde. O peptídio de
influenza está em cinza.
Hennecke, J., Carfi, A., Wiley, D. C. MMDB Id: 14648 PDB Id: 1FYT.
Imagem preparada usando RasMol |
CHIME
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Clique na imagem acima para ver a estrutura rotatória e identificar
cadeias de proteínas do MHC II e TCR interagindo com o peptídio do
HA
(requer plugin Chime.
Baixe o Chime
aqui) |
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Figura 10O receptor de antígenos de superfície de célula T compreende oito proteínas. (a) Duas cadeias do receptor de célula T ligadas por pontes dissulfeto que formam um heterodímero. Estas reconhecem peptídios associados com moléculas de MHC. (b) Quatro cadeias coletivamente denominadas de CD3, que se associam com o dímero receptor de célula T e participam no seu transporte à superfície da célula. O complexo CD3 junto com as cadeias zeta, que formam um heterodímero, tranduzem o sinal depois que o antígeno é ligado. |
VI. COMPLEXO TCR E CD3
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Figura 11 A. Moléculas envolvidas na interação entre células T e células apresentadoras de antígeno. Algumas citocinas produzidas por cada célula são mostradas ![]() B. Ligantes envolvidos na interação de células T citotóxicas e suas células-alvos.
Figura 12 |
VII. A “SINAPSE IMUNOLÓGICA”
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