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IMUNOLOGIA – CAPÍTULO DEZESSEIS
TOLERÂNCIA E AUTOIMUNIDADE
Dr Abdul Ghaffar and Dr Prakash
Nagarkatti
Tradução
PhD Myres Hopkins
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EM INGLÊS |
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ALBANIAN |
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OBJETIVOS
Compreender
o conceito e significado de tolerância
Conhecer os fatôres que determinam a indução de tolerância
Compreender o mecanismo de indução da tolerância
Compreender os conceitos de autoimunidade e doença
Conhecer as características das principais doenças autoimunes
Conhecer as teorias na etiologia de doença autoimune |
TOLERÂNCIA
IntroduÇÃO
Tolerância se
refere à não reatividade imunológica específica a um antígeno resultando
de uma exposição prévia ao mesmo antígeno. Enquanto a forma mais
importante de tolerância é não reatividade a antígenos próprios, é
possível induzir tolerância a antígenos não próprios. Quando um antígeno
induz tolerância é chamado tolerógeno.
TolerÂNCIA A ANTÍGENOS PRÓPRIOS
Nós normalmente
não montamos uma resposta imune forte contra nossos antígenos próprios,
um fenômeno chamado auto-tolerância. Quando o sistema imune reconhece um
antígeno próprio e monta uma resposta forte contra ele, desenvolve-se
uma doença autoimune. Entretanto, o sistema imune tem que reconhecer um
MHC próprio para montar uma resposta contra um antígeno estranho. Assim,
o sistema imune é constantemente desafiado para discriminar o próprio
versus não próprio e mediar a resposta correta.
InduÇÃO DA TOLERÂNCIA AO NÃO PRÓPRIO
Tolerância pode
também ser induzida para antígenos não próprios (estranhos) pela
modificação do antígeno, pela injeção do antígeno através de rotas
específicas tais como via oral, pela administração do antígeno quando o
sistema imune está em desenvolvimento, etc. Certas bactérias e virus
descobriram maneiras estratégias de induzir tolerância de modo que o
hospedeiro não mata esses micróbios. Ex. Pacientes com lepra lepromatosa
não montam uma resposta imune contra Mycobacterium leprae.
TolerÂNCIA A TECIDOS E CÉLULAS
Tolerância a
antígenos tissulares e celulares pode ser induzida pela injeção de
células hematopoiéticas (tronco) em animais recém-nascidos ou
severamente imunocomprometidos (por irradiação letal ou tratamento
químico). Também, enxêrto de medula óssea alogeneica ou do timo no
início da vida leva à tolerância das células e tecidos do tipo das do
doador. Tais animais são conhecidos como quimeras. Essas
descobertas são de significante aplicação prática em enxêrto de medula
óssea.
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TolerÂNCIA A ANTÍGENOS SOLÚVEIS
Um estado de tolerância a
uma variedade de antígenos T-dependentes e T-independentes tem sido conseguido
em vários modêlos experimentais. Baseado nessas observações é claro que uma
variedade de fatôres determinam se um antígeno irá estimular uma resposta imune
ou tolerância (Tabela 1).
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Tabela 1
Fatôres que determinam a indução da resposta imune ou tolerância após a
estimulação com antígeno |
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fatôres que afetam a resposta a Ag |
favorece resposta imune |
favorece tolerância |
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forma física do antígeno |
moléculas complexas, grandes, agregadas |
moléculas menos complexas, solúveis, sem agregados, relativamente
menores, Ag não processado pelas APC ou processado pela célula sem MHC
classe II |
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rota de administração do Ag |
sub-cutânea ou intramuscular |
oral ou às vezes intravenosa |
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dose do antígeno |
dose optima |
dose muito elevada (ou às vezes muito baixa) |
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idade do animal que responde |
mais velho e imunologicamente maduro |
Recém-nascido (camundongo), imunologicamente imaturo |
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estado de diferenciação das células |
células completamente diferenciadas; células T e B de memória |
relativamente indiferenciadas: células B com somente IgM (não IgD)
células T (ex. células no córtex tímico) |
ASPECTOS IMUNOLÓGICOS DA TOLERÂNCIA
Tolerância é diferente
da imunossupressão não específica e imunodeficiência. É um processo ativo
antígeno-dependente em resposta ao antígeno. Assim como a resposta imune, a
tolerância é específica e assim como a memória imunológica, ela pode existir em
células T, células B ou em ambas e assim como na memória imunológica, tolerância
ao nível de célula T é mais duradoura do que a tolerância ao nível de célula B.
A indução de tolerância
em células T é mais fácil e requer relativamente quantidades menores do
tolerógeno do que a tolerância em células B. A manutenção da tolerância
imunológica requer persistência do antígeno. Tolerância pode ser quebrada
naturalmente (como nas doenças autoimunes) ou artificialmente (como mostrado em
animais experimentais, pela radiação X, certos tratamentos químicos e pela
exposição a antígenos de reação cruzada).
Tolerância deve ser
induzida dirigida a todos os epitopos ou para apenas alguns epitopos de um
antígeno e tolerância para um antígeno isolado deve existir ao nível de célula B
ou de célula T ou ao nível de ambas.
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MECANISMOS DA INDUÇÃO DE TOLERÂNCIA
O mecanismo
exato de indução e manutenção da tolerância não é completamente
compreendido. Datos experimentais, entretanto, apontam para algumas
possibilidades.
Deleção clonal
Linfócitos T
e B durante o desenvolvimento encontram antígenos próprios e tais
células realizam deleção clonal através de um processo conhecido
como apoptose ou morte celular programada. Por exemplo, células T
que se desenvolvem no timo inicialmente não expressam nem CD4 nem
CD8. Tais células posteriormente adquirem ambos CD4 e CD8 e se
chamam células duplo-positivas e expressam baixos níveis de
αβ
TCR.
Tais células realizam seleção positiva após interagirem com
moléculas de MHC classe I ou classe II expressadas no epitélio
cortical. Durante este processo, células com baixa afinidade pelo
MHC são selecionadas positivamente. Células não selecionadas morrem
por apoptose, um processo chamado “morte por desprêzo”. Em seguida,
as células perdem CD4 e CD8. Tais células T então encontram
peptídios próprios apresentados pelas moléculas de MHC próprias
expressadas nas células dendríticas. Aquelas células T com
receptores de alta afinidade pelo MHC + peptídio próprio fazem
deleção clonal também chamada seleção negativa através da indução de
apoptose. Qualquer distúrbio nesse processo pode conduzir ao escape
de células T auto-reativas que podem disparar doença autoimune. Da
mesma maneira, células B em início de diferenciação quando elas
encontram antígeno próprio, associado a célula ou solúvel, entra em
deleção. Assim, deleção clonal tem papel chave em assegurar
tolerância para com um antígeno próprio.
Tolerância periférica: A deleção clonal não é jogo fácil e
frequentemente células T e B falham em realizar deleção e porisso
essas células podem potencialmente causar doenças autoimunes se
chegarem aos órgãos linfóides periféricos. Assim, o sistema imune
descobriu alguns pontos de contrôle (check points) adicionais de
forma que a tolerância possa ser mantida.
Morte celular induzida por ativação: Células T com a ativação não
somente produzem citocinas e carreiam suas funções efetoras mas
também morrem por morte celular programada ou apoptose. Nesse
processo, o feceptor de morte (Fas) e seu ligante (FasL) exercem
papel crucial. Assim, células T normais expressam Fas mas não FasL.
Com a ativação, células T expressam FasL que se ligam a Fas e
disparam apoptose pela ativação da caspase-8. A importância da Fas e
FasL é claramente demonstrada pela observação de que ratos com
mutações em Fas (mutação lpr) ou FasL (mutação gld)
desenvolvem severa doença linfoproliferativa e autoimune e morrem em
6 meses, enquanto que ratos normais vivem até 2 anos. Mutações
semelhantes nesses genes de apoptose em humanos leva à doença
autoimune chamada síndrome autoimune limfoproleferativa (ALPS).
Anergia clonal
Células T
auto-reativas quando expostas a peptídios antigênicos em células
apresentadoras de antígenos (APC) que não possuem as moléculas
co-estimulatórias CD80 (B7-1) ou CD86 (B7-2) se tornam anérgicas
(não-responsivas) ao antígeno. Também, enquanto a ativação de
células T através de CD28 dispara a produção de IL-2, ativação de
CTLA4 leva à inibição da produção de IL-2 e anergia. Também, células
B quando expostas a grandes quantidades de antígeno solúvel regula
negativamente sua IgM e se torna anérgica. Essas células também
regulam positivamente as moléculas Fas na sua superfície. Uma
interação dessas células B com células T carreando ligantes Fas
resultam na sua morte via apoptose.
Ignorância clonal
Células T
reativas a antígenos próprios não representadas no timo irão maturar
e migrar para a periferia, mas elas certamente não irão encontrar
jamais o antígeno apropriado porque este está sequestrado em tecidos
inacessíveis. Tais células deverão morrer por falta de estímulos.
Células B auto-reativas, que escapam da deleção, podem não encontrar
o antígeno ou a ajuda da célula T específica e assim não será
ativada e morrerá.
Anticorpo anti-idiotipo
Existem
anticorpos que são produzidos contra idiotipos específicos ou outros
anticorpos. Anticorpos anti-idiotipos são produzidos durante o
processo de tolerização e tem sido demonstrado em animais
tolerantes. Esses anticorpos parecem impedir o receptor de célula B
de interagir com o antígeno.
Células T regulatórias (Antigamente chamadas células supressoras)
Recentemente, uma população distinta de células T foi descoberta
chamada células T regulatórias. Células T regulatórias têm “pra todo
gôsto”, mas as melhor caracterizadas incluem aquelas que expressam
CD4+ e CD25+. Devido ao fato de células T CD4 normais ativadas
também expressarem CD25, foi difícil distinguir entre células T
regulatórias e células T ativadas. As pesquisas mais recentes
sugerem que células T regulatórias são definidas pela expressão da
família bifurcada de fator de transcrição Foxp3. A espressão de
Foxp3 é necessária para o desenvolvimento e função de células T
regulatórias. O/s mecanismo/s preciso/s pelo/s qual/is as células T
regulatórias suprimem outras funções das células T não é/são claros.
Um dos mecanismos inclui a produção de citocinas imunosupressivas
tais como TGF-β
e IL-10. Mutacões genéticas em Foxp3 em humanos levam ao
desenvolvimento de uma desordem autoimune rapidamente fatal
conhecida como desregulação imune, Poliendocrinopatia, Enteropatia,
síndrome autoimune ligada ao X (IPEX). Esta doença oferece a mais
contundente evidência de que células T regulatórias exercem papel
crítico na prevenção de doenças autoimunes.
Término da tolerância
Tolerância
experimentalmente induzida pode ser terminada pela ausência
prolongada da exposição ao tolerógeno, por tratamentos que danificam
severamente o sistema imune (radiação X) ou pela imunização com
antígenos de reação cruzada.
Essas observações
são significantes na conceitualização de doenças autoimunes.
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AUTOIMUNIDADE
DefiniÇÃO
Autoimunidade
pode ser definida como distúrbio dos mecanismos responsáveis pela
auto-tolerância e indução de uma resposta imune contra componentes do
próprio. Tal resposta imune pode nem sempre ser prejudicial (ex.
anticorpos anti-idiotipos). Entretanto, em numerosas doenças autoimunes
é bem aceito que produtos do sistema imune causam danos ao próprio.
MECANISMOS EFETORES EM DOENÇAS AUTOIMUNES
Tanto anticorpos
como células T efetoras podem estar envolvidos no dano em doenças
autoimunes.
CLASSIFICAÇÃO GERAL
Doenças
autoimunes são geralmente classificadas com base no órgão ou tecido
envolvido. Essas doenças podem cair em uma categoria órgão-específica na
qual a resposta imune é dirigida contra antígeno/s associados com o
órgão-alvo que está sendo danificado ou em uma categoria não
órgão-específica, na qual o anticorpo é dirigido contra um antígeno não
associado com o órgão-alvo (Tabela 2). O antígeno envolvido na maioria
das doenças autoimunes é evidenciado no nome da doença (Tabela 2).
PREDISPOSIÇÃO GENÉTICA À AUTOIMUNIDADE
Estudos em
camundongos e observações em humanos sugerem uma predisposição genética
a doenças autoimunes. Associação entre certos tipos de HLA e doenças
autoimunes têm sido notadas (HLA: B8, B27, DR2, DR3, DR4, DR5 etc.).
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Figura 1 Hiperpigmentação de mucosa bucal na doença de Addison
Arquivo de imagem da © Bristol Biomedical. Usado com permissão
Figura 2
Coloração em imunofluorescência da imunoglobulina G (IgG) mostrando
padrão linear na syndrome de Goodpasture
Arquivo de imagem da © Bristol
Biomedical. Usado com permissão
Figura 3 Pemphigus vulgaris - imunofluorescência
Arquivo de imagem da © Bristol Biomedical. Usado com permissão
Figura 4 Membrana mucosa penfigóide – imunofluorescência
Arquivo de imagem da © Bristol Biomedical. Usado com permissão
Figura
5 Aumento de paratireóide na syndrome de Sjogren
Arquivo de imagem da © Bristol
Biomedical. Usado com permissão
Figura 6 Despigmentação no vitiligo
Arquivo de imagem da © Bristol Biomedical. Usado com permissão
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ETIOLOGIA DA DOENÇA AUTOIMUNE
A etiologia
exata de doenças autoimunes é ainda desconhecida. Entretanto, várias teorias têm
sido oferecidas. Estas incluem antígenos sequestrados, escapamento de clones
auto-reativos, perda de células supressoras, antígenos de reação cruzada
incluindo antígenos exógenos (patógenos) e antígenos próprios alterados (agentes
químicos e infecções virais).
Antígenos
sequestrados
Células linfóides podem não ser expostas a alguns antígenos próprios durante sua
diferenciação, porque elas devem ser antígenos de desenvolvimento tardio ou
podem estar confinadas em órgãos especializados (ex. testículos, cérebro, ôlho,
etc.). A liberação de antígenos desses órgãos resultantes de trauma ou cirurgia
podem levar à estimulação de uma resposta imune e iniciação de uma doença
autoimune.
Escape de
clones auto-reativos
A seleção negativa no timo pode não ser totalmente funcional na eliminação de
células auto-reativas. Nem todos os antígenos próprios estão representados no
timo ou certos antígenos podem não estar processados apropriadamente e
apresentados.
Ausência de
células T regulatórias
Extistem menos células T regulatórias em muitas doenças autoimunes.
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Tabela 2
Espectro de doenças autoimunes, órgãos-alvos e testes diagnósticos |
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Doença |
Órgão |
Anticorpo para |
Teste Diagnóstico |
| Órgão-Específica
Não órgão-específica
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Tireoidite de Hashimoto
|
Tireóide |
Tireoglobulina, peroxidase tiroidiana (microssomal) |
RIA, Passivo, CF, hemaglutinação
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Mixedema Primário |
Tireóide |
Receptor citoplasmático TSH
|
Imunofluorescência (IF) |
|
Doença de Graves |
Tireóide |
|
Bioensaio, Competição pelo receptor TSH
|
|
Anemia perniciosa |
Células vermelhas |
Fator intrínseco (IF), células gástricas parietais |
Imunofluorescência para B-12 ligando a IF |
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Doença de Addison (Fig 1) |
Adrenal |
Células adrenais |
Imunofluorescência |
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Início prematuro da menopausa
|
Ovário |
Células produtoras de esteróides |
Imunofluorescência |
|
Infertilidade masculina |
Esperma |
Espermatozóide |
Aglutinação, Imunofluorescência
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|
Diabetes juvenil dependente de insulina
|
Pâncreas |
Células beta das ilhotas pancreáticas |
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Diabetes resistente a insulina
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Sistêmica |
Receptor de insulina |
Competição pelo receptor |
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Alergia atópica |
Sistêmica |
Receptor beta-adrenérgico
|
Competição pelo receptor |
|
Miastenia gravis |
Músculo |
Músculo, receptor de acetilcolina
|
Imunofluorescência, competição pelo receptor
|
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Síndrome de Goodpasture
|
Rim, pulmão
|
Membrana basal renal e do pulmão |
Imunofluorescência (coloração linear) (Fig. 2) |
|
Pênfigo |
Pele |
Desmossomos |
Imunofluorescência (Fig 3) |
|
Penfigóide |
Pele |
Membrana basal da pele
|
Imunofluorescência (Fig 4) |
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Uveíte facogênica |
Cristalino |
Proteína do cristalino |
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Todas anemias hemolíticas |
Células vermelhas e plaquetas |
Células vermelhas |
Hemaglutinação passiva
Teste direto de Coomb |
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Trombocitopenia idiopática
|
|
Plaqueta |
Imunofluorescência |
|
Cirrose biliar primária
|
Fígado |
Mitocôndria |
Imunofluorescência |
|
Neutropenia idiopática
|
Neutrófilos
|
Neutrófilos |
Imunofluorescência |
|
Neutrófilos |
Cólon |
Lipopolissacarídeo do cólon
|
Imunofluorescência |
|
Síndrome de Sjogren |
Glândulas secretoras
(Fig 5)
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Ducto mitocondrial |
Imunofluorescência |
|
Vitiligo |
Pele Juntas
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Melanócitos (fig 6) |
Imunofluorescência |
|
Artrite reumatóide |
Pele, rim, juntas etc |
IgG |
Aglutinação IgG-latex |
|
Lupus eritematoso sistêmico
|
Juntas,
etc. |
DNA, RNA, nucleoproteínas
|
RNA-, aglutinação DNA-latex, IF (granular no rim)
|
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As doenças estão listadas a partir do órgão mais específico (em cima) para o
menos específico (em baixo) |
Antígenos de reação
cruzada
Antígenos em certos patógenos
têm determinantes que fazem reação cruzada com antígenos próprios e uma
resposta imune contra esses determinantes podem levar a células efetoras ou
anticorpos contra antígenos tissulares. Nefrite pós estreptocócica e
anticorpos cardite, anticardiolipina durante sífilis e associação entre
Klebsiella e espondilite anquilosante são exemplos de tal reatividade
cruzada.
DiagnÓSTICO
O diagnóstico de
doenças autoimunes é baseado nos sintomas e detecção de anticorpos (e/ou células
T muito precoces) reativos contra antígenos ou tecidos e células envolvidas.
Anticorpos contra antígenos associados a célula/tecido são detectados por
imunofluorescência. Anticorpos contra antígenos solúveis são normalmente
detectados ELISA ou radioimunoensaio (ver tabela acima). Em alguns casos, um
teste biológico/bioquímico pode ser usado (ex. doença de Graves, anemia
perniciosa).
TRATAMENTO
As finalidade do
tratamento de desordens autoimunes são reduzir os sintomas e controlar a
resposta autoimune enquanto que mantém a habilidade do corpo de combater
infecções. Tratamentos variam muito e dependem da doença específica e sintomas:
Anti inflamatórios (corticosteróides) e terapia com drogas imunossupressoras
(tais como ciclofosfamida, azatioprina, ciclosporina) é o método presente de
tratamento de doenças autoimunes. Pesquisas multidisciplinares estão em curso
para o desenvolvimento de tratamentos inovadores que incluem: terapia anti-TNF
alfa contra artrite, suplementação oral com antígenos para induzir tolerância,
anticorpos anti-idiotipos, peptídios antigênicos, anticorpos anti receptor IL2,
anticorpos anti-CD4, anticorpos anti-TCR, etc.
ModÊLOS DE DOENÇAS AUTOIMUNES
Existem vários
modelos experimentais naturais e com animais para o estudo de doenças
autoimunes. Os modêlos experimentais incluem encefalite auto-alérgica, tiroidite
experimental, adjuvantes de artrite induzidos, etc.
Modêlos naturais de doenças autoimunes incluem anemia hemolítica em camundongos
NZB, lupus eritematoso sistêmico em camundongos NZB/NZW (BW), BXSB e MRLe
diabetes em camundongos obesos.
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Você aprendeu:
Possíveis
mecanismos de indução de tolerância ao próprio.
Papel do
antígeno e components do hospedeiro na indução da tolerância.
Diferentes doenças autoimunes e órgãos/antígenos envolvidos nessas
condições.
Tipos de
testes imunológicos normalmente usados para diagnosticar diferentes
doenças autoimunes.
Possível
etiologia de doenças autoimunes e principais modêlos experimentais.
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